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Um antigo entusiasta do Muay Thai e actualmente um Sensei a contar histórias, o Declan Guckian é o músico que toda a gente deve conhecer. A sua voz encantadora é acompanhada de uma guitarra cheia de alma que consegue transformar qualquer palco ou rua num campo debaixo de um céu cheio de estrelas. Um lugar onde podes deixar o teu corpo abandonar qualquer preocupação. Uma das características deste cantor baseado em Praga é que não precisas de ir à sua cidade para ouvir a sua música; ele pode já estar na tua cidade.

Declan Guckian concert
O Declan Guckian a tocar a sua guitarra

Qual é o teu nome?
Declan Guckian.

Qual é o nome que sempre quiseste ter?
Nunca quis realmente ter outro nome, mas enquanto criança, queria ser o Batman. Tinha a roupa completa!

Onde estás baseado?
De momento, em Praga. Mas estou sempre em movimento.

O que devemos saber sobre a tua Arte?
A minha arte e a minha música são sobre contar histórias. Venho de um país onde as tradições têm um peso forte.

O que te impressiona?
Pode parecer lamechas, mas pessoas que nunca desistem de lutar por aquilo em que acreditam.

Quem é o teu herói musical?
Os meus heróis musicais são pessoas que não são servem de constante inspiração e encorajamento, mas são também o tipo de pessoas com quem podes beber uma cerveja. Há muitos artistas a quem colocaria várias perguntas sobre as suas técnicas, processos e histórias sobre a sua aventura na indústria musical, mas esta lista diminui ao imaginar uma conversa “normal” com eles. A minha lista inclui personagens como Chris Cornell, Eddie Vedder, Jeff Buckley, Nicki Wells, Salif keita ou Nitin Sawney.

Se a lista está completa? Claro que não, é apenas a ponta do iceberg. Se alguém me perguntar quem são as minhas influências, eu listo tudo de A a Z em conjunto com um pouco da História Mundial, pedaços de conversas do dia a dia e provavelmente o que comi ao pequeno almoço nesse dia. Estes são os artistas que me fazem sempre parar durante as minhas músicas. Eles têm um estilo de performance purto e uma maneira honesta de abordar a escrita. Emoção genuína não pode ser falsificada porque a audiência consegue sentir tanto como o performer.

O que mudarias se pudesses?
O estigma à volta da saúde mental é uma batalha constante. A evolução é lenta, mas estamos a chegar lá.

O que é ilegal que deveria ser legal?
Dependendo do sítio onde estás – Música de rua. Pode trazer tanta vida a uma cidade e virar do avesso um dia mau.

Doce ou amargo?
80% amargo, 20% doce e muito chili.

É difícil para ti, criares uma ideia original? O que fazes quando te deparas com um “writer’s block”?
Faço algo o mais longe possível da música. Para mim, este bloqueio é apenas a falta do brilho para começar. Dar um passeio, beber uma cerveja, ter uma longa conversa, skydiving, experimentar nova comida…Qualquer luz que brilhe.

Já pensaste em fazer algo diferente ou não é uma opção de todo para ti?
Alguns anos atrás, fiz uma pausa da música e tornei-me num viciado do desporto e comecei a practicar Muay Thai. De momento, já fico contente se conseguir correr para a paragem de autocarro.

 

Entrevista conduzida por Elmeri Ström